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Livro Impresso

Direito e literatura contra o racismo
leituras a partir de Quarto de despejo



Belo, Fábio (Organizador)

Direito, literatura, psicanálise, carolina maria de jesus, quarto de despejo, racismo


Sinopse

Se compreendermos o campo jurídico como o conjunto de discursos e práticas que organizam e, em grande medida, forçam nossos modos de viver juntos, então, é urgente interrogá-lo quanto às razões do racismo ainda permanecer presente em nosso ethos. É preciso dizer o óbvio: não haverá ethos democrático enquanto houver racismo – uma das formas insidiosas do fascismo, juntamente com o machismo (fobia e violência às formas de vida não heteronormativas, em especial). Esta hipótese é posta a trabalho a partir da obra "Quarto de Despejo", de Carolina Maria de Jesus. “Diário de uma favelada”, a autora nomeia, explicitando tratar-se de um olhar particular e também de um relato testemunhal do horror cotidiano vivido não apenas por ela, mas por milhões de outras brasileiras e brasileiros situados à margem de seus direitos civis mais básicos. Fundamental ressaltar este ponto: não se trata apenas de habitar o inóspito quarto de despejo; trata-se de sobreviver privado de direitos civis, de condições básicas de vida.O campo jurídico entra no diálogo como campo que não apenas organiza as narrativas que determinam como devemos viver juntos, mas que também coloca em movimento a própria invenção desses códigos impositivos.

Metadado adicionado por Relicário em 26/10/2018

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Metadados completos:

  • 9788566786781
  • Livro Impresso
  • Direito e literatura contra o racismo
  • leituras a partir de Quarto de despejo
  • 1 ª edição
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  • Belo, Fábio (Organizador)
  • Direito, literatura, psicanálise, carolina maria de jesus, quarto de despejo, racismo
  • Teoria e crítica literária
  • 305.8
  • SOC020000, LAW094000, LIT000000
  • 2018
  • 01/10/2018
  • Português
  • Brasil
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  • Livre para todos os públicos
  • 15.5 x 22.5 x 1.5 cm
  • 0.35 kg
  • Brochura
  • 254 páginas
  • R$ 45,90
  • 49019900 - livros, brochuras e impressos semelhantes
  • 9788566786781
  • 9788566786781
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Sumário

APRESENTAÇÃO 7POEMASRicardo Aleixo 9UMA FIGURAÇÃO DE AUTORIA PARA CAROLINA MARIA DE JESUSLuciene Azevedo 31NÃO MAIS PARIRÁS COM DOR:INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA NOS CASOS DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICABruna Di Fátima de Alencar Carvalho 41RELATAR A SI MESMO: DA ESCRITA DO EU COMO PERFORMANCE LITERÁRIA E INSCRIÇÃO NARCÍSICA EM "QUARTO DE DESPEJO – DIÁRIO DE UMA FAVELADA", DE CAROLINA MARIA DE JESUSJacqueline Oliveira Leão e Fábio Belo 61NEGRAS ROSAS DO MORRO:
UMA REFLEXÃO SOBRE AS VIDAS E CORPOS QUE HABITAM O SALGUEIRO, DE LÚCIO CARDOSODiogo Andrade de Lima 67VIDA NUA EM "QUARTO DE DESPEJO"Marília Novais da Mata Machado 85HÁ ESPAÇO PARA AS CRIANÇAS NEGRAS NO DESEJO DE ADOTAR?PROBLEMATIZAÇÕES SOBRE RACISMO E ADOÇÃOTatiana Oliveira Moreira e Giovanna Marafon 101
A COMPREENSÃO DO SUJEITO DE ENUNCIAÇÃO E SUJEITO DO ENUNCIADO NAS CARTAS DE CAROLINA MARIA DE JESUSDanielle Stephanie de Oliveira 111ESCRITA DE SI E ARQUIVAMENTO DO EU EM CAROLINA MARIA DE JESUSNatália Pelegrino 125OS DISCURSOS MACHISTAS, RACISTAS E CONTRADITÓRIOS DE CAROLINA MARIA DE JESUSEM "QUARTO DE DESPEJO: DIÁRIO DE UMA FAVELADA"Regina Augusta Ribeiro Pinto 137PSICANÁLISE E ANTISSEMITISMO: DO MITO DO JUDEU-SATÃ À ALTERIDADE DO PULSIONALSarug Dagir Ribeiro 147DIREITO À FANTASIA: UMA INVESTIDA CONTRA O "DIÁRIO DE UMA FAVELADA" DE CAROLINA MARIA DE JESUSValeria Rosito 165UM BREVE COMENTÁRIO SOBRE CAPITÃO AMÉRICA E RACISMOMarcus Vinicius Neto Silva 179PARATAXE DA MISÉRIA E DES(P)EJO DAS PALAVRAS EM "QUARTO DE DESPEJO" Rafael Guimarães Tavares da Silva 195O DIREITO E A ASCENDÊNCIA DO RACISMO COMO FORMA DE MANIPULAÇÃO:REFLEXOS NO PODER JUDICIÁRIO BRASILEIROCláudio Luiz Gonçalves de Souza 219VIDAS DE CAROLINA MARIA DE JESUSAntonio Marcos Pereira 241ÍNDICE REMISSIVO 251



Áreas do selo: ArtesEducaçãoHumanidadesLiteratura estrangeiraLiteratura nacionalTeoria e crítica literária

(re.li.cá.ri.o) sm. 1. Rel. Caixa ou baú onde se guardam objetos pertencentes a um santo ou que foram por ele tocados. 2. Caixa ou baú onde se guardam objetos de grande valor afetivo. 3. Bolsinha com relíquias que alguns fiéis trazem no pescoço em demonstração de devoção. 4. Coisa preciosa, de grande preço e valor. [F.: Do lat. reliquiae, arum; 'relíquias'.] A proposta editorial da Relicário Edições aproxima-se da definição de seu verbete, com a diferença de que a transpomos para um sentido laico. Escritas por mãos humanas, as palavras são fruto de um amálgama de sentidos, percepções e afetos – muitas delas palavras-relíquias, signos carregados de aura, rastros de tempo. A verdade é que desde muito as palavras possuem uma morada cativa - o livro é por excelência o relicário das letras. Queremos dar continuidade à função mais cara que o livro escrito possui: preservar e divulgar os saberes e memórias postos em letras e palavras por seus autores. A Relicário Edições possui duas linhas editoriais que abrangem gêneros textuais diversos. A primeira é direcionada à produção acadêmica e científica nas áreas de ciências humanas, filosofia, estética, artes e estudos literários, contemplando publicações a partir de dissertações e teses, bem como coletâneas de artigos, ensaios e revistas acadêmicas. Nessa linha editorial contamos com um conselho avaliativo composto por nomes representativos das principais universidades do país, cuja experiência permite a avaliação da qualidade dos textos e de sua relevância para o debate nas áreas em que os escritos se inserem. Traduções de autores estrangeiros dessas áreas do conhecimento estão igualmente presentes em nossa proposta editorial, pois acreditamos que trazê-los à língua portuguesa constitui um serviço ao leitor interessado, ampliando a partilha do pensamento que nasce em determinado tempo e espaço, mas cujos destinatários e interlocutores podem estar [e estão] aqui e agora. A segunda linha editorial se volta para a publicação de textos de literatura em língua portuguesa e para a tradução de autores estrangeiros – ainda pouco divulgados no país – que transitam pelo romance, ensaios, contos, crônicas e poesia. “Por mais que o livro se apresente como um objeto que se tem na mão; por mais que ele se reduza ao pequeno paralelepípedo que o encerra: sua unidade é variável e relativa. No momento mesmo que o interrogamos, a forma perde sua evidência; ela não se enuncia nela própria, ela só se constrói a partir de um campo complexo do discurso.” [FOUCAULT, M.] "Obscuramente livros, lâminas, chaves seguem minha sorte." [BORGES, J,L.] "Nunca hay demasiados libros. Hay libros malos, malísimos, peores, etcétera, pero nunca demasiados." [BOLAÑO, R.]

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