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Livro Impresso

Escrever de ouvido
Clarice Lispector e os romances da escuta



Librandi, Marília (Autor)

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Sinopse

No primeiro parágrafo de “Perto do Coração Selvagem” (1943) aparece “uma orelha à escuta, grande, cor-de-rosa e morta”. Em “A hora da estrela” (1977), o narrador diz “[eu] escrevo de ouvido”. Dessas duas frases, nasceu este livro, escrito quando a autora ensinava literatura brasileira na Universidade de Stanford. Publicado em inglês, o livro chega agora, finalmente, de volta à origem de sua língua materna, em tradução de Jamille Pinheiro Dias e Sheyla Miranda.

O livro de Marília Librandi pensa a literatura brasileira pela sua capacidade de escuta e pelas reverberações éticas, estéticas e poéticas do imaginário. Clarice Lispector é lida como ficcionista e como fonte teórica de uma “escrita de ouvido”, de um “romance da escuta”, e de uma “ecopoética”. São esses os termos que Marília elege para falar de um “Perto do Coração Selvagem”, pulsante e pictórico, da voz muda de Macabéa, do tic-tac da máquina de escrever, tratada como pessoa por Clarice, das muitas imagens áudio-uterinas de “Água Viva”, e do Eco de Janair e da vibração do inseto no corpo da escultora G.H, e de uma Clarice-Centaura, autora de textos híbridos entre a filosofia e a ficção.

Metadado adicionado por Relicário em 30/12/2020

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Metadados completos:

  • 9786586279207
  • Livro Impresso
  • Escrever de ouvido
  • Clarice Lispector e os romances da escuta
  • 1 ª edição
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  • Librandi, Marília (Autor)
  • clarice, clarice lispector, lispector, relicario, escuta, literatura
  • Teoria e crítica literária
  • 869.909
  • FIC000000
  • 2021
  • 04/01/2021
  • Português
  • Brasil
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  • Livre para todos os públicos
  • 14 x 21 x 3 cm
  • 0.4 kg
  • Brochura
  • 304 páginas
  • R$ 55,00
  • 49019900 - livros, brochuras e impressos semelhantes
  • 9786586279207
  • 9786586279207
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Áreas do selo: ArtesEducaçãoHumanidadesLiteratura estrangeiraLiteratura nacionalTeoria e crítica literária

(re.li.cá.ri.o) sm. 1. Rel. Caixa ou baú onde se guardam objetos pertencentes a um santo ou que foram por ele tocados. 2. Caixa ou baú onde se guardam objetos de grande valor afetivo. 3. Bolsinha com relíquias que alguns fiéis trazem no pescoço em demonstração de devoção. 4. Coisa preciosa, de grande preço e valor. [F.: Do lat. reliquiae, arum; 'relíquias'.] A proposta editorial da Relicário Edições aproxima-se da definição de seu verbete, com a diferença de que a transpomos para um sentido laico. Escritas por mãos humanas, as palavras são fruto de um amálgama de sentidos, percepções e afetos – muitas delas palavras-relíquias, signos carregados de aura, rastros de tempo. A verdade é que desde muito as palavras possuem uma morada cativa - o livro é por excelência o relicário das letras. Queremos dar continuidade à função mais cara que o livro escrito possui: preservar e divulgar os saberes e memórias postos em letras e palavras por seus autores. A Relicário Edições possui duas linhas editoriais que abrangem gêneros textuais diversos. A primeira é direcionada à produção acadêmica e científica nas áreas de ciências humanas, filosofia, estética, artes e estudos literários, contemplando publicações a partir de dissertações e teses, bem como coletâneas de artigos, ensaios e revistas acadêmicas. Nessa linha editorial contamos com um conselho avaliativo composto por nomes representativos das principais universidades do país, cuja experiência permite a avaliação da qualidade dos textos e de sua relevância para o debate nas áreas em que os escritos se inserem. Traduções de autores estrangeiros dessas áreas do conhecimento estão igualmente presentes em nossa proposta editorial, pois acreditamos que trazê-los à língua portuguesa constitui um serviço ao leitor interessado, ampliando a partilha do pensamento que nasce em determinado tempo e espaço, mas cujos destinatários e interlocutores podem estar [e estão] aqui e agora. A segunda linha editorial se volta para a publicação de textos de literatura em língua portuguesa e para a tradução de autores estrangeiros – ainda pouco divulgados no país – que transitam pelo romance, ensaios, contos, crônicas e poesia. “Por mais que o livro se apresente como um objeto que se tem na mão; por mais que ele se reduza ao pequeno paralelepípedo que o encerra: sua unidade é variável e relativa. No momento mesmo que o interrogamos, a forma perde sua evidência; ela não se enuncia nela própria, ela só se constrói a partir de um campo complexo do discurso.” [FOUCAULT, M.] "Obscuramente livros, lâminas, chaves seguem minha sorte." [BORGES, J,L.] "Nunca hay demasiados libros. Hay libros malos, malísimos, peores, etcétera, pero nunca demasiados." [BOLAÑO, R.]

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