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Livro Impresso

O espaço das palavras
de Mallarmé a Broodthaers



Rancière, Jacques (Autor)

jacques ranciere, relicario edicoes, estetica, filosofia, mallarme, broodthaers, poesia, arte, critica literaria, ensaio


Sinopse

O fracasso como obra define o projeto inicial do artista belga Marcel Broodthaers, que até o início dos anos 1960 era um poeta sem leitores. Então, num gesto que iria transformá-lo depois no artista dos artistas, reuniu as cópias não vendidas de seu último livro num pequeno monumento feito de papel, gesso, bola de plástico e madeira. A obra é o testemunho de uma irônica “falha de comunicação”. Ao longo de sua curta carreira (pouco mais de uma década), Broodthaers não deixou, porém, de ser poeta nem se furtou a dialogar com poetas, como Stéphane Mallarmé, um dos pais do moderno poema verbovisual. Na instalação Exposition littéraire autor de Mallarmé (1969), ele ofereceu aos espectadores pelo menos quatro versões diferentes do poema Um lance de dados jamais abolirá o acaso: em três delas, substituiu as palavras por traços negros, e numa última, escreveu a giz palavras do poema em camisetas pretas exibidas em cabides. O filósofo francês Jacques Rancière, neste ensaio sempre instigante, analisa esse ato poético e plástico que gerou um novo poema espacial sem palavras (uma negação da obra original). Para ele, os traços negros, propostos por Broodthaers, não são nem poesia nem artes plásticas, mas um enigma, isto é, a arte do presente.

Metadado adicionado por Relicário em 13/03/2020

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Metadados completos:

  • 9786586279009
  • Livro Impresso
  • O espaço das palavras
  • de Mallarmé a Broodthaers
  • 1 ª edição
  • Coleção peles inventadas
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  • Rancière, Jacques (Autor)
  • jacques ranciere, relicario edicoes, estetica, filosofia, mallarme, broodthaers, poesia, arte, critica literaria, ensaio
  • Teoria e crítica literária
  • 869.1
  • LIT000000
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  • 2020
  • 13/03/2020
  • Português
  • Brasil
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  • Livre para todos os públicos
  • 12 x 17 x 0.5 cm
  • 0.12 kg
  • Brochura
  • 68 páginas
  • R$ 35,00
  • 49019900 - livros, brochuras e impressos semelhantes
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  • 9786586279009
  • 9786586279009
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Áreas do selo: ArtesEducaçãoHumanidadesLiteratura estrangeiraLiteratura nacionalTeoria e crítica literária

(re.li.cá.ri.o) sm. 1. Rel. Caixa ou baú onde se guardam objetos pertencentes a um santo ou que foram por ele tocados. 2. Caixa ou baú onde se guardam objetos de grande valor afetivo. 3. Bolsinha com relíquias que alguns fiéis trazem no pescoço em demonstração de devoção. 4. Coisa preciosa, de grande preço e valor. [F.: Do lat. reliquiae, arum; 'relíquias'.] A proposta editorial da Relicário Edições aproxima-se da definição de seu verbete, com a diferença de que a transpomos para um sentido laico. Escritas por mãos humanas, as palavras são fruto de um amálgama de sentidos, percepções e afetos – muitas delas palavras-relíquias, signos carregados de aura, rastros de tempo. A verdade é que desde muito as palavras possuem uma morada cativa - o livro é por excelência o relicário das letras. Queremos dar continuidade à função mais cara que o livro escrito possui: preservar e divulgar os saberes e memórias postos em letras e palavras por seus autores. A Relicário Edições possui duas linhas editoriais que abrangem gêneros textuais diversos. A primeira é direcionada à produção acadêmica e científica nas áreas de ciências humanas, filosofia, estética, artes e estudos literários, contemplando publicações a partir de dissertações e teses, bem como coletâneas de artigos, ensaios e revistas acadêmicas. Nessa linha editorial contamos com um conselho avaliativo composto por nomes representativos das principais universidades do país, cuja experiência permite a avaliação da qualidade dos textos e de sua relevância para o debate nas áreas em que os escritos se inserem. Traduções de autores estrangeiros dessas áreas do conhecimento estão igualmente presentes em nossa proposta editorial, pois acreditamos que trazê-los à língua portuguesa constitui um serviço ao leitor interessado, ampliando a partilha do pensamento que nasce em determinado tempo e espaço, mas cujos destinatários e interlocutores podem estar [e estão] aqui e agora. A segunda linha editorial se volta para a publicação de textos de literatura em língua portuguesa e para a tradução de autores estrangeiros – ainda pouco divulgados no país – que transitam pelo romance, ensaios, contos, crônicas e poesia. “Por mais que o livro se apresente como um objeto que se tem na mão; por mais que ele se reduza ao pequeno paralelepípedo que o encerra: sua unidade é variável e relativa. No momento mesmo que o interrogamos, a forma perde sua evidência; ela não se enuncia nela própria, ela só se constrói a partir de um campo complexo do discurso.” [FOUCAULT, M.] "Obscuramente livros, lâminas, chaves seguem minha sorte." [BORGES, J,L.] "Nunca hay demasiados libros. Hay libros malos, malísimos, peores, etcétera, pero nunca demasiados." [BOLAÑO, R.]

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